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Quanto estou perdendo na colheita?


Em época de colheita, um cuidado muito importante que o produtor deve se atentar é com as perdas na colheita. Quanto estou perdendo em função da operação de colheita mecanizada? Como evitar ou reduzir essas perdas? Quais fatores ocasionam esse problema, potencializando ou reduzindo esse problema? Possuímos uma publicação exclusiva para a cultura do milho sobre esse assunto no nosso site, confere lá!

https://www.ecapejrconsultoria.com/post/perdas-na-colheita-do-milho

Mas não somente para a cultura do milho que esse problema é um agravante, ele afeta em maior ou menor escala praticamente todas as culturas. No Brasil, a cultura que vem ganhando espaço no mercado e aumentando em área plantada é a soja. Não diferente das demais, esse é um grande problema que se encontra no momento da colheita. Segundo MORAIS et al. (1996), um nível tolerável de perda para a cultura da soja está em torno de 60 kg por ha ou 1 saca por hectare. Trazendo para a realidade que vivenciamos hoje, Brabosa e Schmitz (2015) afirma que na região do noroeste do Rio Grande do Sul, as perdas estão acima do aceitável, onde as colhedoras tiveram uma perda média de 176,4 Kg/ha, o que evidencia uma situação que não é a ideal.

Colocando esses dados de forma que se possa visualizar o impacto que esse problema nos causa, se hoje considerarmos o preço médio da saca de soja a R$180,00 (20/04/2022), estaremos perdendo R$529,20 por hectare. Com a alta no preço dos insumos e do óleo diesel, o custo de produção também acompanha, então podemos avaliar que esse prejuízo tem grande importância na margem de lucro.

Para reduzirmos a perda da produção na colheita, devemos avaliar se o rendimento está abaixo dos padrões normais e assim, implementar mudanças para combater o desperdício. Dessa forma, adotar estratégias para reduzir as perdas na colheita significa preservar todo o investimento em tecnologia e o trabalho que foram aplicados no campo. Dando atenção não só às perdas, mas também aos danos aos grãos, gerados por falhas nos mecanismos internos das colhedoras.

Para combatermos, devemos inicialmente analisar a condição dos caminhões que transportam os grãos, com espaços que possam se tornar gargalos e o rendimento das colheitadeiras. Máquinas que não estejam sucateadas, com sua manutenção em dia asseguram que não haja folgas no sistema de trilha, rotação e altura do molinete ideal e possíveis danificações na barra de corte e navalhas, gerando um bom desempenho. Além de ser necessário a atenção à velocidade de colheita, preconizando o deslocamento das máquinas entre 4 e 6,5 km/h e o momento de colheita, com grãos que possuem uma umidade entre 13% e 15%, já que mais úmidos que isso reduzem o desempenho da colheitadeira, causando entupimento do maquinário, o que danifica o grão e aumenta o custo de armazenamento e secagem. Operadores capacitados também asseguram uma maior segurança na colheita, Como em qualquer processo operado pelo homem, podem ocorrer falhas, mas o risco delas acontecerem será minimizado se houver o treinamento adequado. Referências:



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