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Preparo do solo para plantio de arroz x tempo de pastejo

Hoje abordaremos o tema referente aos sistemas de plantio do arroz irrigado, assim como, os seus impactos. A publicação de hoje tem como objetivo, debater sobre alternativas e implicações dos sistemas de plantio adotados na nossa região e quais impactos que podem ser gerados dentro da propriedade.

O preparo do solo tem como objetivo fornecer condições adequadas para que a semente tenha uma boa germinação, emergência e um estabelecimento de plântulas adequado, independente do sistema de preparo de solo, o objetivo é fornecer as condições requeridas pela plântula para germinar e se estabelecer através do preparo, visando propiciar esse ambiente adequado.

O sistema de plantio convencional, que é o tradicionalmente adotado nas nossas áreas de várzea, além de visar fornecer esse ambiente adequado, permite também reduzir a população inicial de plantas daninhas incidentes na lavoura, sendo esse, dentre outros motivos pelo o qual se “prepara o solo” antes da semeadura, mas a operação de preparo permite também o aumento da infiltração de água no solo, e pode ser divido em duas etapas.

O sistema de plantio convencional, que é o tradicionalmente adotado nas nossas áreas de várzea, além de visar fornecer esse ambiente adequado, permite também reduzir a população inicial de plantas daninhas incidentes na lavoura, sendo esse, dentre outros motivos pelo o qual se “prepara o solo” antes da semeadura, mas a operação de preparo permite também o aumento da infiltração de água no solo, e pode ser divido em duas etapas.

A segunda etapa ou preparo secundário, é a etapa para ajustes mais “finos” do solo e quando é necessário fazer as taipas, caso repita-se o cultivo de arroz na área. Esta consiste nas operações de destorroamento e de nivelamento da camada onde foi trabalhada no preparo primário, essa etapa dentro do preparo convencional é muito importante, pois para o cultivo de arroz irrigado o nivelamento é de grande importância. Quando falamos em nivelamento, hoje temos inúmeras tecnologias que são aplicadas na lavoura. Além das operações citadas nessas etapas temos a aplicação de defensivos agrícolas e o consequente plantio da cultura.

Pode ser utilizado o sistema de plantio direto para o estabelecimento do arroz irrigado, esse consiste em efetuar a semeadura sem revolver o solo, somente é aberto um sulco com profundidade e largura suficientes para garantir um bom contato e cobertura da semente com o solo, sendo que esse sulco é aberto pela plantadeira no momento do plantio, sendo assim somente uma operação, em contrapartida ao sistema convencional que são várias operações. No plantio direto, antes do plantio ocorre a dessecação da área que será utilizada e dependo das propriedades e suas orientações técnicas são determinados a necessidade de dias antes do plantio.

Para fazermos corretamente o sistema de plantio direto além de não revolver o solo devemos atender a outras premissas, como por exemplo, devemos manter o solo coberto entre uma safra e outra e alguns outros pontos necessários se atentar para realizar o plantio direto corretamente e da melhor forma possível. Durante o período de inverno onde devemos manter o solo com cobertura a fim de evitar danos ao solo e reduzir a entrada de plantas daninhas nas áreas, muitos produtores integram a atividade da agricultura à pecuária, sendo uma fonte de renda extra, além da receita gerada pela lavoura, assim agregando benefícios ao sistema e maior segurança monetária para a propriedade.

Quando comparamos o plantio convencional com o plantio direto é notável que o plantio convencional demanda maior tempo de preparo das áreas para receber a lavoura e torna-se muito mais caro, pois consiste em inúmeras operações e ainda temos o risco de que se ocorrerem grandes volumes pluviométricos na região, tenha que se realizar operações extras devido a compactação causada pela chuva ou impedimento da entrada das máquinas e atraso do plantio resultando em atrasos para a entrega dessas áreas para a pecuária novamente.

Outro aspecto muito importante do sistema de plantio convencional é que a cada vez que realizamos esse ciclo de operações estamos desestruturando o solo, assim trazendo inúmeros malefícios, como diminuição da fertilidade devido a degradação da matéria orgânica, embora no momento permita uma boa infiltração de água no solo a longo prazo estamos diminuindo a capacidade de retenção desta, assim como compactando-o. São necessárias operações para que se descompacte o solo, porém o que garantirá esse resultado por mais tempo, serão as raízes das plantas que com o crescimento estruturam o solo garantindo uma maior quantidade de poros no solo e consequentemente aumentando a capacidade de retenção de água no solo, assim em caso de estiagens a planta terá suporte por mais tempo, em relação aos solos que não possuem boa estrutura.

Foram descritos brevemente os sistemas de plantio e seus respectivos impactos. Quando falamos em tempo de pastejo, o qual é muito menor quando temos que ceder as áreas para a lavoura às vezes 30 dias antes, para que se possa preparar a área para a semeadura, sendo que com organização e a realização de algumas práticas, podemos preparar essa área antecipadamente, para receber o arroz, utilizando essas áreas para pastejo por mais tempo, assim resultando em um maior ganho de peso dos animais por hectare, que resultará em uma receita maior. Mas isso só é possível quando começamos a migrar do sistema convencional e passarmos a adotar novas estratégias de manejo.

E mesmo com esse período a mais de pastejo é possível entregarmos a área com uma adequada quantidade de palhada e uma lavoura mais limpa, também pode-se ressaltar que a pecuária traz além de uma receita de inverno como mencionado, inúmeros benefícios ao sistema, os quais indiretamente ao longo do tempo resultam em incremento de produtividade da lavoura.





Fonte

José Alberto Petrini ; Francisco de Jesus Vernetti Jr https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/arroz/arvore/CONT000fojvokoc02wyiv80bhgp5p3txf7t9.html#:~:text=No%20SC%20de%20cultivo%20do,de%2015%20dias%20ap%C3%B3s%2050%25

Alberto Baêta dos Santos http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/arroz/arvore/CONT000fvawaop102wyiv80166sqfjeljtno.html

Manoel Ricardo de Albuquerque Filho ; Israel Alexandre Pereira Filho ; Joao Herbert Moreira Viana ; Ramon Costa Alvarenga ; José Carlos Cruzhttps://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/milho/arvore/CONTAG01_32_59200523355.html

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