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Impactos da crise no mercado da carne bovina


Em 2021 a pecuária brasileira passou por variados desafios. A alta dos custos, o embargo da China e a queda no consumo de carne bovina resultaram em um cenário atípico para a produção de carne. Além desses fatores, a pandemia segue afetando o agronegócio. Desta forma, foram realizadas análises para projetar uma perspectiva para o ano atual. Estimasse que o avanço da vacinação e a retomada das economias globais, apesar da inflação mundial projetada, trarão uma perspectiva positiva para a pecuária em 2022. Entretanto, a discussão de valores no mercado da carne seguirá em alta, inclinando-se para uma potencialização do cenário. Logo, no presente texto teremos uma breve análise dos dados projetados para o ano.

O aumento nos preços da carne bovina é, sem dúvida, o principal motivo pela queda no consumo. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), houve um aumento de 17,97% nos preços das carnes bovinas em 2020. Os cortes de carne mais impactados foram os de segunda, como o músculo (27,67%), a costela (29,74%), o cupim (26,79%) e o acém (20,75%). A pandemia de Covid-19 e a diminuição de animais disponíveis para abate foram os grandes responsáveis por esse aumento. Tendo em vista que durante a pandemia o número de desemprego subiu drasticamente, o consumo de carne diminuiu pois está intimamente ligado com a renda da população. Já a diminuição de animais se dá devido ao grande abate de fêmeas que ocorreu entre 2016 e 2018 (de acordo com a entrevista da Médica Veterinária Lygia Pimentel ao portal Terra). Com isso, produtores passaram a reter fêmeas para reprodução e os animais para abate diminuíram.

Em relação ao consumo de carne bovina, a situação pandêmica ocasionou uma redução drástica, entretanto, a perspectiva é que esse consumo se fortaleça no futuro com o avanço da vacinação e a retomada das economias globais, apesar da inflação mundial projetada, a perspectiva para 2022 é positiva e espera-se um crescimento constante no consumo. Entretanto, a inflação e o desemprego deverão pressionar o consumo de carne bovina no Brasil, que representa 75% do total da produção total. Sobre as expectativas do câmbio, em função das incertezas globais causadas pela COVID-19 são de preços firmes, com o mercado projetando o dólar em R$5,50 ao fim de 2022 e alta volatilidade. Em relação a custos e margens, não terá como fugir do aumento nos preços dos insumos que afetará diretamente o custo com a suplementação, assim como alto custo com os animais de reposição, tendo em vista a menor disponibilidade de animais - os bois serão a categoria animal com maior valorização-, com o conflito provocado pela Rússia podemos contar com um acréscimo substancial nos custos, diminuição dos lucros e um estreitamento das margens. Em 2022 ainda podemos sofrer com sanções comerciais relacionadas a questões sanitárias, principalmente como reflexo das que ocorreram em 2021, a menos que sejam estabelecidas relações comerciais com outros países. Também teremos o desafio de intensificar a produção pecuária para atender a demanda exponencial de carne bovina sem que ocorra o avanço em áreas florestais, visto que o desmatamento representa imensos riscos negativos.

Finalizamos alertando aos pecuaristas que se mantenham de olhos bem abertos com diversos fatores, dentre eles, a pandemia a nível mundial de COVID-19, os gargalos do transporte marítimo, a oferta global de insumos, pautas ambientais e o comércio internacional, e recentemente mas extremamente importante, o lamentável ataque Russo à Ucrânia. Para contornar de forma eficiente a volatilidade do mercado de carne bovina e o estreitamento da margem da sua Empresa Rural, indicamos a utilização de ferramentas de gestão, a fim de criar estratégias eficientes, para isso nós da Ecape Jr. nos colocamos à disposição!

Referências:

O que influenciou na queda do consumo de carne bovina?

Como o consumo de carne do Brasil caiu ao menor patamar em 25 anos

Perspectivas para a pecuária de corte em 2022

6 fatos da guerra na Ucrânia que impactam o mercado brasileiro de carne bovina - Forbes

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