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Diferimento de Campo Nativo


O Campo Nativo é de extrema importância para pecuária gaúcha, seja pela vasta dimensão sob os campos sulinos, ou pela imensa variedade de espécies, fenômeno que acontece pela diversidade de solos e condições climáticas no RS.

Ao contrário do que se pensa, o Campo Nativo quando manejado corretamente, pode superar as suas expectativas alavancando os rendimentos na pecuária garantindo maior oferta de forragem. Uma das possíveis formas de manejo, a qual vamos conversar hoje, é o Diferimento de Campo Nativo.

O diferimento consiste em retardar um pastoreio até que termine a maturação das sementes das espécies desejáveis, isso é feito a fim de criarmos condições para ressemeadura natural da área. Após a disseminação, a pastagem é novamente ocupada pelos animais até a estação de crescimento seguinte, quando são retirados, para permitir a germinação e o estabelecimento de novas plantas, garantindo a renovação e o adensamento. Portanto, o diferimento além de uma maneira de potencializar a oferta de forragem, ainda é uma alternativa viável para a recuperação de um campo nativo degradado e para áreas onde a semeadura mecânica não é possível.

Deste modo, a utilização desta técnica permite a amplificação do potencial de armazenamento de nitrogênio das plantas, favorecendo a incidência destas espécies nativas. Ou seja, o diferimento favorece além da parte aérea, a parte subterrânea das pastagens, aumentando raízes e rizomas, e com isso, maior capacidade de armazenamento de nutrientes. Ademais, as plantas que crescem sem o “estresse” do pastejo, aumentam sua área foliar e acumulam maior carbono atmosférico, com isso, quando expostas à condições ambientais desfavoráveis mantém suas funções e potencializam o vigor para a rebrota, e por consequência, aumentam sua persistência nos campos pastejados.

Há inúmeras vantagens quando utilizamos o método de maneira correta e assertiva. Por exemplo, se bem planejado, o diferimento pode auxiliar no controle parasitário. 5% dos vermes encontram-se dentro do animal (endoparasitas) e 95%, no campo (NETO, 2005), logo, parasitas que precisam hospedar-se para que concluam seu ciclo de vida têm o processo interrompido. Desta maneira, torna-se uma técnica eficaz e de baixo custo que permite a redução de diversos problemas da produção pecuária. A aplicação deste procedimento aumenta também a cobertura do solo, reduzindo a erosão e aumentando o teor de matéria orgânica.

O diferimento quando alinhado a estratégias rentáveis e boas tomadas de decisões permite ao produtor maior flexibilidade na produção, estoque de forragem para períodos críticos, aumento da produção de forragem e aumento da produção animal por área. Para isso, a ECAPE Jr. pode lhe auxiliar e prestar serviços que garantam amplificação na produtividade pecuária da sua propriedade.




Referências:




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