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Como garantir uma boa ressemeadura

Tornou-se bastante comum a utilização de plantas forrageiras, sejam gramíneas ou leguminosas, para a cobertura do solo em áreas que anteriormente eram lavouras ou fazer destas forrageiras pastagem, em áreas de integração lavoura pecuária ou áreas voltadas tão somente para produção de carne, leite, lã... Mas quando pensamos no estabelecimento ou até na manutenção de uma pastagem, visamos manejar adequadamente aquelas plantas para que haja alimento suficiente para o rebanho, mas o que mais o manejo correto das pastagens pode nos proporcionar?

É sabido que ter plantas como cobertura do solo, em épocas que a área estaria em pousio, diminui drasticamente a degradação de solo, perdas de nutrientes, compactação, erosão... Por outro lado, se pensarmos nessas plantas como um incremento de outra atividade, a pecuária, esta pode nos trazer inúmeros benefícios, como melhoria na qualidade do solo, incremento de renda, ciclagem de nutrientes...

Agora vamos pensar em uma situação prática, temos uma propriedade onde utiliza suas áreas agricultáveis com lavoura, mas depois da colheita, não é plantada nenhuma cultura, o que resulta em lixiviação e erosão do solo, perca de nutrientes, disseminação de plantas daninhas... Mas este ano o produtor resolveu inovar e plantou Azevém depois da colheita, vendo o resultado que essas plantas forrageiras trouxeram, resolveu começar a trabalhar com a pecuária para incrementar sua renda, ótimo, mas e no ano que vem? É preciso repetir o mesmo processo com a gramínea?

Essa forrageira implantada, se bem manejada com carga adequada e tendo condições de adubação, ainda nos proporciona a ressemeadura natural, onde as plantas ao chegarem ao final do seu ciclo vegetativo, onde produzem a massa forrageira, entram no ciclo reprodutivo, onde o objetivo das plantas então passa a ser a produção de sementes. É de suma importância ressaltar que esse banco de sementes só será formado se a pastagem estiver em condições adequadas, com uma adubação equivalente. Também vale ressaltar que é necessário que esta semente tenha contato com o solo, deste modo deve-se diminuir a carga animal, ou retirá-la durante o período reprodutivo das plantas.

Vejamos um exemplo de ressemeadura natural, o azevém anual produz semente no final da primavera e, após sua maturação fisiológica, quando esta semente não é colhida, ela cai ao solo e aí permanece em dormência até o final do verão. Esta característica da espécie permite que sua utilização, tanto como cultura de cobertura de inverno, como pastagem, seja manejada ou diferida para possibilitar a ressemeadura natural, o que facilita a implantação da futura pastagem e reduz custos na produção de forragem.

E tu, tem dúvida de como proporcionar a melhor ressemeadura da tua pastagem? Ou se precisa incrementar essa ressemeadura? Nos chama, podemos te ajudar!





Fonte:

https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-2013/XVIII%20SEMIN%C3%81RIO%20INTERINSTITUCIONAL%202013%20-%20ANAIS/CCAET/AGRONOMIA/C.%20Oral/PRODU%C3%87%C3%83O%20FORRAGEIRA%20DE%20AZEV%C3%89M%20COM%20RESSEMEADURA%20NATURAL%20EM%20RESPOSTA%20A%20DOS.pdf

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